Teles: correndo atrás dos prejuízos

A ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, determinou a suspensão da comercialização de telefones celulares da TIM, OI e Claro, em alguns Estados, até a regularização do funcionamento dos atuais já na rede.   Uma pena dura, mas necessária.  E até tardia, mas antes tarde que nunca.  Se a agência, vale dizer, o governo federal, tivesse tomado alguma medida mais efetiva, há tempos, hoje ela não teria tanto impacto.  Deveria ter iniciado com uma ou outra operadora em um ou outro Estado e, certamente, serviria de advertência bastante explícita.

As agências reguladoras, com o tempo – e no governo Lula – foram politizadas, partidarizadas, instrumentos da obsessão de poder dos novos governantes.  Perderam as necessárias características com que foram criadas: autônomas e técnicamente competentes.  A ANATEL era um modelo primoroso de agência reguladora.  Sua diretoria tinha sido composta dos melhores técnicos que tínhamos no setor de telecomunicações.  Nas mãos do PT, deu no que deu.  Agora corremos atrás dos prejuízos.

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