Preparando os médicos “meia boca” para as campanhas eleitorais

 

Continuam chegando os médicos diplomados em Cuba para o programa que Dilma e Padilha denominaram “Mais Médicos”, destinado a cobrir a falta de profissionais médicos em várias regiões do Brasil.  Juntam-se a outros, formados em vários países que não se submetem ao “Revalida”, que é um exame federal para reconhecer ( revalidar ) diplomas obtidos no exterior, que por lei de iniciativa do executivo federal deixou de ser pré requisito para o exercício da profissão de médico nas áreas que o governo determinar.  Mesmo aqueles que se submetem ao “Revalida” e não são aprovados podem participar do programa federal, recebendo 10 mil reais por mês e, se cubanos, passam a receber diretamente do governo de Cuba uma fração desse salário.

Na realidade ninguém sabe qual é a capacidade profissional desses indivíduos, que são chamados de “médicos”, pois não passam por uma avaliação feita na forma da lei brasileira.   Mesmo o “Revalida” tem apenas a finalidade de verificar os conhecimentos gerais de medicina.  Pois para esses “médicos” importados nem isso se tornou necessário.

É instrutiva uma declaração transcrita hoje na Folha de São Paulo de um desses médicos, reprovado no exame e inscrito no “Mais Médicos”.  Diz ele: ” A prova manda responder como se vai tratar um problema no coração dos mais complicados. Na vida real você encaminha a um cardiologista”.  Ora, fica claro que ao constatar um problema cardíaco ( se ele for capaz de tanto ) o médico do “Mais Médicos” remete o cidadão para onde?  Exatamente para um médico…

Se é assim, não precisaríamos desses médicos “meia boca”.  Bastaria preparar um grupo de profissionais, de preferência oriundos da área da saúde, de nível técnico ou superior, adequadamente preparados, para atuarem na atenção básica e, constatado o problema com o indivíduo encaminhá-lo ao atendimento médico de verdade.

Esse programa não enfrenta a questão da saúde no Brasil da forma devida.  O problema é muito mais grave e profundo do que a falta de médicos.   Dilma e Padilha não estão interessados em resolvê-lo.  O interesse é apenas produzir cenas para as suas campanhas eleitorais.  É triste.

 

 

 

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One comment

  • Arnaldo Lev 6 novembro, 2013   Reply →

    NInguém do governo federal se comprometeu que eles terão pelo menos uma mínima estrutura de trabalho. Se eles fossem trabalhar como Psicologos, seria até admissível. Sua ferramente de trabalho seria apenas ouvir e falar. Neste caso esses médicos vão unicamente ouvir…

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