Políticos ou empresários?  Nós temos princípios!!

A função política é uma das mais nobres funções do ser humano.  É a superação da forma de ver a vida apenas sob a ótica dos interesses pessoais e de seus mais próximos para vê-la sob a forma de intervenção na vida do conjunto da sociedade para torna-la melhor e digna de ser vivida por todos. 

Ser político, para mim, é motivo de orgulho, não de vergonha.  Significa dedicação, desprendimento, abrir mão de interesses particulares, deixar em segundo lugar a tranquilidade da vida familiar e os projetos de ascensão profissional e financeira.

Conheci políticos que não honraram esse conceito.  Lutei para excluí-los do nosso convívio.  Luto até hoje.  Mas conheci muitos, trabalhadores, intelectuais, empresários, que colocaram todo o seu vigor na realização do bem comum.  Honraram o conceito de político.  Alguns apenas militantes sem cargos ou funções políticas.  Outros deixaram suas vidas profissionais para se dedicar, profissionalmente a essa atividade.

Entre esses posso citar Ulysses Guimarães, presidente do MDB que aglutinou a resistência à ditadura e liderou a reconstrução democrática do país depois da queda do regime militar; Franco Montoro, governador que liderou as campanhas pela volta das eleições diretas; Mario Covas que comandou a construção do PSDB; Fernando Henrique Cardoso senador que se transformou em presidente da República na fase de redemocratização; Tancredo Neves, eleito presidente da República, faleceu antes de tomar posse;  José Serra, líder estudantil que veio a ser governador e candidato à presidência; Itamar Franco, que foi presidente;  Aécio Neves e Geraldo Alkmin, governadores e candidatos à presidência; e muitos outros.  Nenhum deles empresário mas todos atuantes na vida política do Brasil.

Ser empresário não é demérito.  Nem virtude.  Temos os que são merecedores de respeito.  Erigiram indústrias, plantaram e colheram os frutos da terra, prestaram serviços essenciais para a vida em sociedade.  Outros apenas trataram de obter lucros para seu enriquecimento.  Faz parte do jogo. 

O meu partido, o PSDB é um partido de princípios.  Por isso me filiei a ele. Tem a obrigação por sua história e suas responsabilidades de realçar e louvar os políticos que se dedicaram e se dedicam ao seu povo.  Não se pode aceitar que sejam diminuídos quando comparados com  quaisquer empresários.  Não é aceitável que, oportunisticamente, nos momentos eleitorais, candidatos surfem, como se ouve nos dias de hoje, em uma onda de opinião pública de repulsa do povo pela atividade política e pelos políticos, principalmente em função de todos os crimes cometidos pelo poder petista que nos comandou quase 14 anos.  Temos de ter um papel educativo para enfrentar essa onda que põe em risco nossas instituições democráticas.

Aceitar, aproveitar ou ser conivente com essa onda é um crime contra o partido, contra a democracia e contra o país. 

Não contem comigo para a missão indigna de pedir votos àqueles que querem enterrar o nosso partido e os princípios que sempre nos nortearam.   

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4 comments

  • amelia 16 setembro, 2016   Reply →

    Texto perfeito e escrito na hora mais do que oportuna

  • Cristiano 28 setembro, 2016   Reply →

    É triste quando temos um candidato que certamente não saberá distinguir o interesse público do privado.

    Aristóteles já dizia: administrar uma cidade não é o mesmo que administrar a propriedade. Quem não faz a devida distinção, desconhece um princípio básico de se fazer política.

  • Henry 29 setembro, 2016   Reply →

    Princípios do Doria continuam sendo mais condizentes com o PSDB do que Russomano e Marta.

    • Alberto Goldman 29 setembro, 2016   Reply →

      O Dória não tem princípios. Só interesses.

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