Pantomima, um episódio bizarro

 

 

Brasil, um país à deriva.  Sem ministros, sem comando, sem governo.  Uma tristeza assistirmos o quadro dramático de nossa economia onde nenhum investidor tem a coragem de colocar o seu dinheiro, dada a insegurança transmitida por instituições que vem sendo, diuturnamente desfiguradas.

O último episódio, bizarro, do que seria uma ridícula pantomina, não fossem as dramáticas consequências sobre a vida das pessoas, é a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados de anular as sessões do plenário que discutiram e aprovaram o impeachment de Dilma.  O presidente, Waldir Maranhão, não agiu sozinho, pois não tem dimensão para tanto.  Foi instruído pelo ministro da AGU, João Eduardo Cardoso, que já perdeu qualquer preocupação com a história do país e a sua própria história, que o tratará como um vil servente de um presidente da República que já morreu; e pelo governador do Maranhão, Flávio Dino, um fiel e dogmático membro do PCdoB, a serviço do que existe de mais atrasado na política nacional.

O país paralisado, o desemprego a todo vapor, a inflação que teima em se manter em patamares elevados, a indústria de mal a pior, os serviços em queda, mesmo o setor agrícola passando por sustos a todo momento, tudo isso não sensibiliza nem o presidente da Câmara, nem o ministro Cardozo, nem a presidente Dilma que já se julgava livre, por algum tempo, para continuar os seus discursos levianos, mentirosos e impatrióticos. Ela e o seu criador, o Lula, que já se mostrava feliz por “ganhar algum tempo”.

Felizmente o Senado reagiu e seu presidente, Renan Calheiros, também às voltas com denúncias de toda ordem, tomou a atitude devida, a única possível:  desconsiderar o ato do presidente da Câmara e dar andamento ao processo de impeachment.

Restam algumas horas para a decisão do Senado e tudo pode acontecer.  Mas o fim, hora mais, hora menos, é inevitável.  Ficaremos livres dessa corja que anos após anos vem destruindo as nossas instituições.

 

 

You may also like

Leave a comment