Padilha, picado pela tsé-tsé, estava com a doença do sono mas está curado. Um pouco tarde.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha já vem perdendo a batalha para suprir a falta de médicos em todo o país.  Até agora, apenas 10% dos 15 mil médicos que seriam necessários no país para cobrir a atenção básica nas áreas mais carentes responderam positivamente, sem qualquer garantia de que eles venham, de fato, a se alocar nos municípios designados.  Sobre a necessidade de outros profissionais, equipamentos e outros meios físicos, ainda pouco se sabe.  E os médicos estrangeiros que para cá viriam, sem se submeter à avaliação que aqui sempre foi exigida, são ainda uma incógnita, já que rejeitados, nos termos desejados pelo governo federal, por todas as instituições médicas nacionais.

Não bastasse isso, o ministro que está na pasta desde o início do governo Dilma, vale dizer, há mais de 2 e meio anos, e faz parte da mesma equipe de governo que nos dirige há quase onze anos ( Lula/Dilma ), lamenta a enorme falta, crescente, de especialistas, reconhecendo que levará anos para zerar essa carência.  Afirma o ministro que “…o Brasil nunca planejou a expansão da residência a partir da necessidade da população…leva de dois a três anos para formar o especialista.”

Pudera!  Nos oito anos do governo Lula tivemos 4 ministros da Saúde, média de um a cada dois anos.  E no de Dilma, temos o ministro Padilha que sairá após 3 anos para ser candidato a governador.   O maior período de estabilidade no ministério, desde Sarney, foi no mandato de FHC, quando José Serra foi ministro por 4 anos.

Só agora, no finalzinho de seu período – e no fim do governo Dilma – Padilha acordou, se deu conta da falta de médicos para a atenção básica e de especialistas. Estava com tripanossomíase africana, chamada de doença do sono, pois foi picado pela tsé-tsé, mas parece que foi curado.

Um pouco tarde, é verdade.

 

 

You may also like

4 comments

  • Domingos de A. Vieira 19 agosto, 2013   Reply →

    No portal Terra foi publicado a seguinte noticia : 60% dos parlamentares que formam a comissão que aprecia os vetos da presidenta ao PL 268/02 (PL do Ato Médico), são médicos. e vai por ai a fora.
    Então eu fico pensando que, o ministro acredita que a saúde no Brasil é tão boa que os médicos por falta de pacientes, ingressem na política, pois segundo essa noticia só no congresso, somam 356 + ou -.

  • Cleber Machado 19 agosto, 2013   Reply →

    Não concordo, não há falta de médicos, mas falta de infraestrutura.

  • Armando Benetollo 20 agosto, 2013   Reply →

    Como é lerdo! Aí está a razão da ineficiência da saúde.

  • Johnny Notariano 20 agosto, 2013   Reply →

    Estamos no Brasil da era 2000. Uma grande Nação, mas carente de planejamento. O único planejamento que se percebe é o da disputa de quem vai ficar com a bolada melhor; cargos e funções; projetos de leis que se amoldam com as necessidades dos parlamentares. Os bons políticos do passado construíram muito no Brasil. São Paulo não é mais referência; venderam tudo. Os velhos planejamentos deram certo e as comprovações estão por aí espalhadas por todos os lugares. Se planejassem os complicadores do futuro, hoje estaríamos bem melhor. O maior desafio é a saúde (depois que os empresários da saúde-convênios) tomaram conta sem nenhuma regra ou disciplina, quem vai ser \LOUCO\ hoje mexer com eles? O Governador é médico, pergunte a ele. Não estou defendendo o errado, mas a saúde está complicada.

Leave a comment