O Brasil rejeitou o PT. Dilma não teria condições de governar o Brasil

 

Não é possível negar:  o Brasil rejeitou o PT.   Dilma recebeu 41,5 % dos votos válidos no primeiro turno das eleições.  Os restantes são 58,5%, somando-se Aécio, Marina e os nanicos.   Todos, sem dúvida, que fazem oposição ao PT.  Os brancos e nulos não computados nessa conta ( 9% do total de eleitores) e parte das abstenções ( 19% do eleitorado) têm, também, um caráter de rejeição.

O PT também está tendo dificuldades em Estados que comandava como o Rio Grande do Sul.  E teve votações inexpressivas no Paraná, Rio de Janeiro e em São Paulo.  Minas Gerais e Bahia são exceções.  Suas bancadas federais e estaduais diminuíram, confirmando o declínio.

Mais expressivo e sugestivo ainda é o mapa eleitoral, distribuído pelo país, das votações do PT. Esse mapa se encaixa, se sobrepõe, quase que com absoluta perfeição no mapa da distribuição dos programas assistenciais, em especial do bolsa família.  Abstraídos os votos nessas áreas, que deram à Dilma mais de 50% dos votos, a derrota para a oposição é muito mais expressiva.

Segundo a Data Folha, entre os excluídos a Dilma vence o Aécio de 57% a 31%.  Até dois salários mínimos Dilma vence de 52% a 37%.   Entre a população economicamente ativa ( PEA ) Aécio ganha de 49% a 43%, mas perde de Dilma entre a população não economicamente ativa de 41% a 47%.

O Brasil do trabalho formal, produtivo, dos seus trabalhadores e empresários, no campo e na cidade, o Brasil da cultura e da tecnologia –essa é, de fato, a elite brasileira – rejeitou, por ampla maioria, o PT e sua candidata.  Deu mais votos à Aécio e Marina.  Os outros, com todos os direitos que lhes devem ser garantidos e com toda a proteção social que a sociedade lhes deve, são os excluídos.  Deram a  maioria dos votos à Dilma

A pergunta que qualquer pessoa intelectualmente honesta deve se fazer é se com esse perfil político do eleitorado, ainda que vitoriosa nas urnas, Dilma teria condições de governar o Brasil?

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16 comments

  • Eliane Sevi 15 outubro, 2014   Reply →

    Nao podemos nem pensar nessa hipotese !!! Vai ser um jour de deuil para o Brasil !!! Desejamos mudança e reformas + seriedade para esse imenso Pais que è o Brasil !!

  • Markut 15 outubro, 2014   Reply →

    Claro que não teria, como não teve e não tem. Mas, nesta eleição, manda a aritmética, o engodo e a desinformação. Esperemos que, mesmo com pequena margem, seja o voto mais esclarecido que predomine.

  • JCM 16 outubro, 2014   Reply →

    Caro Governador,
    o PSDB,nunca esteve tão perto de tirar o PT do poder.Mas,ainda acho que a campanha do Aécio está muito light,está aceitando a desconstrução por parte do PT.Têm que bater forte ,não faltam motivos pra isso,essa conversa de que é neto de Tancredo…etc e tal,já cansou!No último debate,o Aécio nos dois primeiros blocos ,só se defendeu e,por que não falou mais sobre o porto de Cuba,quando foi questionado sobre o Aeroporto,deveria ter dito que,é melhor um
    aeroporto em MG-Brasil para beneficiar a logística da região e os brasileiros,do que um porto em Cuba ,com financiamento secreto pelo BNDES,deveria ter insistido no porque do sigilo.Nos poços da Petrobras na África,vendidos a preços abaixo do de mercado.E,circula na net que a Dilma usou ponto eletrônico,é verdade isso?Se for têm que tornar público.

    obg.

    • nivaldo 16 outubro, 2014   Reply →

      Sr. vice governador, de antemão quero deixar claro que não sou petista, porém me incomoda a sua fala de que ” A pergunta que qualquer pessoa intelectualmente honesta deve se fazer é se com esse perfil político do eleitorado, ainda que vitoriosa nas urnas, Dilma teria condições de governar o Brasil?” e vocês os “intelectualmete honestos” o que tem feito pela educação em nosso pais e principalmente em São Paulo? parece-me que o que vocês apontam na Presidente Dilma como negativa. é uma prática constante das elites “intelectualmente honestos”, que é o de perpetuar a ignorância de nosso povo negando a ele o mais básico que é o direito a uma educação de qualidade, como só vocês tivessem a capacidade de governar, no fundo bem no fundo o que se deseja quando se almeja o poder é simplesmente se perpetuar nele. e infelizmente nossa politica é feita por interesses mesquinhos, e por pequenos homens com mania de grandeza.

  • Andrézyto El Loko. 16 outubro, 2014   Reply →

    Boa tarde caro Governador.
    Demorou para o PSDB mandar misseis teleguiado contra o o governo e o PT, se perder essa eleição a culpa é do próprio PSDB, que não contra ataca, vejo o PT detonando tudo e todos e o PSDB nem ai…chega, pois nós nas redes sociais e blogs estamos fazendo de tudo para defender o cidadão e o PSDB. estamos cansado desse tipo de politica atrasada e mentirosa do pete, é hora de capturar os eleitores que estão em cima do muro e desmascarar o PT.
    Avise que a partir de amanhã no horário eleitoral é hora de dar uma surra na Presidenta.
    Mostra sua força Brasil, pois o povo o cidadão do bem é a verdadeira oposição no nosso lindo Pais.
    Muito agradecido e abraços

  • Edil Luiz da Silva 16 outubro, 2014   Reply →

    Temos que lutar contra esse continuísmo que está sendo maligno para o Brasil, estou acompanhando a campanha e o que está me preocupando é que a tentativa de desconstrução do Aércio teve um aumento nas pesquisas. Será que não estaria na hora da campanha do Aércio passar a ser mais redundante nas questões da Petrobrás, da corrupção, do mal que o continuísmo (usar esse termo) faria para o Brasil? E a Marina não irá aparecer nos programas do PSDB?
    Abraços

  • Luis Conrado Martins 16 outubro, 2014   Reply →

    Prezado Sr. Goldman,

    A gestão do PT é sinônimo de corrupção, de gastos excessivos com o custeio da máquina pública, de desvio de verbas, extrema falta de planejamento, incapacidade de gestão, sucateamento da indústria nacional, falta de investimento em infra-estrutura, etc.

    Em termos de qualidade dos serviços públicos é profundamente lamentável. Estamos nos distanciando dos países desenvolvidos . Nesses países, a população tem acesso a educação, saúde e transportes públicos de qualidade. Os produtos manufaturados nacionais e importados são de ótima qualidade. A indústria e as empresas são incentivados a progredir e a gerar empregos. O custo de vida é mais baixo que o do brasileiro, embora a renda per-capita seja significativamente mais alta.

    Com um bom planejamento, o Brasil pode diminuir a distância para os países desenvolvidos, e rapidamente. É uma questão de colocar o país nos trilhos e rumar para o caminho correto. Com esse sistema político atual estamos socializando a miséria e deixando de produzir riquezas. A nossa indústria vem sendo sucateada. Financiamos obras em Cuba, quando necessitamos urgentemente de obras de infra-estrutura no país. Os países com os quais buscamos alianças incluem a Venezuela, Bolívia e Argentina. Porque não nos aliamos aos mais fortes e que de fato podem nos ajudar?

    Nos últimos 12 anos, assistimos a um afrouxamento moral e ético, total e absoluto. Bandidos recebem dinheiro arrecadado por correligionários para pagar fiança. Corruptos caminham pelas ruas, livre, leve e soltos. Políticos sem escrupulos esbanjam dinheiro público em jantares, hotéis e viagens em aviões fretados, dispendendo milhares de reais da máquina pública em seu próprio benefício, sem que sejam punidos. O Brasil é o oitavo país do mundo com a maior quantidade de adultos analfabetos. É o país que se situa entre os piores colocados nos rankings de educação, saúde e IDH. Nossa balança comercial vem apresentando resultados negativos. Somos também um dos países com a economia mais fechada do mundo. Assim, realmente, só vamos nos distanciando dos países mais desenvolvidos e gerando mais e mais atraso.

    Acredito que necessitamos urgentemente de uma reforma no código penal. O sentimento de impunidade é absoluto e as pessoas que querem produzir e viver de forma honesta são penalizadas por uma total insegurança, notadamente nos grandes centros urbanos.

    Temos que instituir uma política de metas que transceda aos futuros governos. Não podemos nos contentar com as posições medíocres apresentadas pelo Brasil em IDH, educação, saúde, infra-estrutura e demais indicadores.

    Acho que o Aécio deveria sinalizar a instituição de metas ambiciosas para melhorar os indicadores brasileiros frente aos demais países.

    Abraços,

  • Luis Conrado Martins 16 outubro, 2014   Reply →

    Prezado Sr. Alberto,

    A questão não é a de anos e anos de atraso. Mas o que estamos fazendo no presente para eliminarmos esse atraso. Reinvindicar erros cometidos no passado ou mencionar sobre herança maldita é discurso derrotista, que tenta explicar a incapacidade em resolver os problemas no presente, e que em nada ajuda.

    Existe um equívoco enorme em tentar explicar o atraso do Brasil em função de suas dimensões continentais. Os EUA e o Canadá, assim como a Austrália são países de dimensões continentais e em todos os índices são melhores que os do Brasil.

    Por exemplo, na Educação, tomando por base o ranking de pisa 2011, O Brasil piorou a sua posição relativa em relação a 2008, passando do 80º lugar para o 88º. Embora estejamos entre as maiores economias do mundo, em IDH o Brasil ocupa a 85º posição.

    Se considerarmos a posição relativa do Brasil nos indicadores abaixo, observaremos que em vários deles a situação se deteriorou nos últimos 12 anos, sendo que ocupamos posições próximas à dos países mais fracos e menos estruturados em âmbito mundial. Esses indicadores são:
    – Educação
    – Taxa de investimento
    – Investimento em inovação e tecnologia
    – Infra-estrutura
    – Agilidade nos processos penais
    – Taxa de juros reduzida
    – Carga tributária
    – Grau de abertura da economia
    – Competitividade
    – Política industrial
    – Existência de planejamento e de plano plurianual
    – Endividamento público
    – Superavit comercial
    – Superavit na balança de pagamentos
    – Custo de vida
    – IDH
    – Renda per-capita.

    Em todos esses indicadores o país está indo de mal a pior. Creio que o Aécio deveria explorar isso e propor uma mudança radical. Vamos buscar a excelência. Vamos buscar como benchmark os melhores e não os piores exemplos. Vamos estabelecer metas para nos situarmos entre os 20 melhores do mundo. PRECISAMOS URGENTEMENTE DE GENTE COMPETENTE E QUE UTILIZE O PLANEJAMENTO ATIVAMENTE COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO.

    Abs.

    Luis Conrado Martins

  • Jorge Bastos Gil 16 outubro, 2014   Reply →

    Minha vida profissional começou aos dezessete anos. Foi interrompida aos dezenove anos para prestar o serviço militar em 1964. Ainda incorporado às forças armadas prestei serviços a UNEF na faixa de Gaza durante 14 meses. Retornando ao Brasil trabalhei no mercado financeiro, em indústria de confecção com treinamento em Barcelona, mineração, loteamentos e finalmente mercado imobiliário. No desempenho destas atividades tive contato com inúmeras pessoas. Do mais elevado escalão ao trabalhador mais simples.
    Ofereci à sociedade brasileira dois filhos uma médica e um profissional com dois títulos universitários com mestrado e em preparo para doutorado.
    Até agora nada de extraordinário.
    Porém aos sessenta e nove anos e seis meses sinto-me desconfortável ao constatar que meu voto tem peso igual ao de qualquer compatriota da militância petista.
    Não é justo que a pessoas cultural e politicamente alienadas seja dada a oportunidade de escolha porque não têm bagagem para fazê-lo. Por outro lado os vocabulos usado nos debates não dizem nada aos culturalmente excluídos. Não é culpa deles, mas de todos nós que nunca nos preocupamos em formar CIDADÃOS para as gerações futuras.
    Desculpa-me pelo desabafo
    Jorge
    Nota: Com alegria recebo seus artigos e endosso a todos.

    • Renata 19 outubro, 2014   Reply →

      Sr. Jorge, não compreendo o seu desconforto. Estamos numa democracia, não numa ditadura, os votos de todos têm o mesmo peso, essa é a ideia. O sr. Goldaman sabe disso, eu era uma mocinha, lembro-me bem dele ao nosso lado no Diretório da Vila Madalena e de Pinheiros, quando o PMDB era uma grande frente de ideias e correntes, lutando contra a ditadura, pela democracia. O sr. Goldman lutou portanto para que os votos de todos tivessem o mesmo peso. Eu lamento informar-lhe que o meu voto na Dilma terá o mesmo peso que o seu, e que sou socióloga pela USP, mesma faculdade do sr. FHC, e antropóloga pela Unicamp. Boa sorte ao sr. e a todos nós no próximo governo, qualquer que seja, desde que cada vez mais democrático.

  • JCM 17 outubro, 2014   Reply →

    Caro governador,
    já que a campanha descambou para o lado pessoal por parte do PT,
    sugiro que o Aécio leve pro debate a operação Porto Seguro,o Rose gate,Afinal, parece que foi pra debaixo do tapete!

    obg.

  • JCM 17 outubro, 2014   Reply →

    Em tempo: Se ela voltar a falar sobre a lei seca,o Aécio deve levantar sobre o flagra da presidente,andando de moto em Brasília, sem habilitação, ou sem capacete,não me lembro. E, também foi fotografada/filmada andando de carro com o neto no colo.

    obg.

  • Antonio 20 outubro, 2014   Reply →

    Sr. Goldman, V.Sas perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

  • Raja Gosula 21 outubro, 2014   Reply →

    Entao o senhor propoe que vencer as eleicoes nao qualifica alguem para governar? O que e’ necessario para governar e’ o suporte das elites e do poder? Muito me surpreende isso vindo de um ex-PCB que lutou contra a ditadura.

    Os votos de uns valem menos que os votos de outros em sua mente? Que decepcionante.

    • Alberto Goldman 22 outubro, 2014   Reply →

      Raja, não deturpe minhas palavras. Hoje o poder é exercido pelas elites sindicais, partidárias ( PT e seus aliados ), os grandes capitais que comandam os grandes investimentos estatais e um bando de criminosos que assaltam o patrimônio público. Os votos de todos são iguais e valem o mesmo. Mas o povo mais dependente do Estado, atemorizado com a perda de benefícios sociais, sustenta, eleitoralmente, a candidatura Dilma. Isso não basta para governar. É preciso ter, também, legitimidade no Brasil de trabalhadores e empresários que são responsáveis pela economia formal.

  • Clóvis 23 outubro, 2014   Reply →

    Caro Alberto Goldman,
    não entendi o motivo do senhor ter questionado Raja, seu texto deixa, infelizmente, margem para pensarmos em votos mais qualificados que outros e que ter maior número deles não é a condição para ganhar. Aliás, seu discurso aproximou-se muito daqueles feitos por Carlos Lacerda no começo da década de 1950, em que pese a sua história tão distinta da do político fluminense. Lamento o caminho trilhado…
    Abraços,
    Clóvis.

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