Não há pena que pague os crimes cometidos pelo PT contra o Brasil. Nem há perdão possível.

 

O ano de 2016 começa ainda mais “quente” que o anterior.  Cada dia que passa é uma notícia mais alarmante, um susto que supera o do dia anterior.

Poderíamos citar dezenas ou centenas de episódios nos últimos 13 anos que mostram o desastre dos governos petistas no Brasil. Chegamos à crise dos dias atuais pela gestação de diversas ações governamentais que emergem e explodem na atualidade. Contudo, vamos nos fixar no episódio que parece ser o mais gritante, que nos alarma cada vez mais sob o ponto de vista não só simbólico, mas como uma das questões mais importantes e de maior repercussão na economia brasileira: o que vem acontecendo com a nossa maior empresa, a Petrobrás.

Uma rápida lembrança: comecei minha vida política, em 1956, aos 18 anos de idade, no movimento estudantil na Escola Politécnica da USP e meus primeiros pronunciamentos foram na defesa do monopólio estatal do petróleo, recém inaugurado com a criação da Petrobrás.  Durante anos e anos, esse foi o mote de vários discursos nos mais diversos cenários, defendendo um instrumento importante para a criação de uma Nação soberana que queria se desenvolver em benefício do seu povo.

Em 1991 escrevi um artigo para o Estadão, com o título “A Maioridade da Petrobrás” quando defendi que tantos anos após a sua criação o monopólio precisava ser flexibilizado fazendo com que a empresa passasse a disputar os mercados, sem a proteção de uma lei já ultrapassada.  Os instrumentos precisavam ser modernizados.  Isto é, era preciso que se permitisse que empresas privadas buscassem e disputassem o mercado para que a nossa estatal fosse obrigada a aperfeiçoar e modernizar a sua gestão garantindo que estivesse no mercado em função de sua competência e produtividade.

Só 5 anos depois, no governo FHC, é que se decidiu romper o monopólio, mantendo a Petrobrás como estatal, sem o monopólio que a lei lhe dava, competindo no mercado com outras petrolíferas.  Na Câmara, como deputado federal, presidi as duas comissões que elaboraram a modificação da Constituição e a Lei do Petróleo então em vigor.

Esse novo quadro permitiu que a empresa desse um salto de qualidade permitindo-a a se associar às empresas privadas ou disputando com elas o mercado de exploração do petróleo.

Veio o governo Lula e a coisa desandou.  Todos já conhecem hoje como ela foi tratada, como instrumento de captação de dinheiro, seja para as campanhas eleitorais, seja para o enriquecimento ilícito de alguns.  O grande drama não é só o desvio de 2% ou 3% que foram as propinas pagas em licitações fraudulentas, inaceitável do ponto de vista moral.  O pior é que as novas direções da estatal passaram a ter a propina como objetivo único da atuação da empresa, o que a levou a tomar decisões de gestão que se mostraram desastrosas, levando a prejuízos incalculáveis.

Para agravar a situação o governo Lula fez aprovar no Congresso Nacional uma nova lei do petróleo que garantia para a Petrobrás, na exploração do pré-sal, que ela teria um mínimo de 30% de participação nas empresas de propósito específico que se formariam para a sua exploração e que ela seria a operadora única na exploração, independentemente de ter ou não os recursos financeiros e a capacidade técnica de atender à exploração de todas novas jazidas, em todos novos contratos.

O resultado visível hoje é a incapacidade da Petrobrás de atender ao que a lei lhe destina e, em função do assalto que ela sofreu, a destruição do maior patrimônio econômico que o Brasil já construiu.  Suas ações valem agora pouco mais que 5 reais cada uma, e chegaram a valer, em 2008, mais de 44 reais.  Uma perda que vai se aproximando de 90%!

A empresa parece ter uma enorme dificuldade em recuperação, em especial agora que o preço do petróleo caiu, no mercado mundial, a menos de 30 dólares o barril.  Ela faz uma tentativa desesperada de sobreviver vendendo grande parte do seu patrimônio, inclusive sua participação na Braskem, a grande empresa química e petroquímica, criada em associação à Odebrecht.  Sua capacidade de investimento vem minguando e a sua meta de extração de petróleo que já foi de 4 milhões de barris para 2020, caiu para 2,7 milhões e a cada ano se apresenta menor.

Grande parte dos seus investimentos está paralisada, sem produzir nada, ou sem qualquer finalidade.  Foram gastos inúteis, que não são negociáveis, feitos apenas para gerar contratos e propinas.  Um crime de lesa pátria, impagável.

Lula e seu PT, inclusive a patética figura de Dilma Rousseff, são os grandes responsáveis pela situação atual da Petrobrás e de toda economia brasileira. Não há pena a ser imposta a eles que pague o prejuízo da Nação. Nem há perdão possível.

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7 comments

  • Johnny Notariano 14 Janeiro, 2016   Reply →

    Conheço uma JUDIA que nunca perdoou os naziztas. A única diferença do PT é a baixa cultura. Quem perdoará o PT?

  • Eduardo Gebara 14 Janeiro, 2016   Reply →

    Temos aí, bem descrito, o panorama de uma estatal que se tivesse sido privatizada por FHC não se prestaria à quadrilha petista. O grande golpe do PT, agora, é o enfraquecimento da Polícia Federal. A oposição ao PT deve ajudar a PF imediatamente. Caso contrário não haverá mecanismo institucional para conter os nefástos objetivos de Lula.

  • Luiz 14 Janeiro, 2016   Reply →

    Pergunto ao Sr: Pra quê eu quero uma empresa petrolífera estatal , se tenho que pagar a gasolina mais cara do mundo? Não era melhor várias empresas particulares competindo o mercado!

  • Roxana Maria Filetti 14 Janeiro, 2016   Reply →

    Bravo! Não é possível que alguém leia este texto sem entendê-lo. Não há intencionalidades enviesadas, não há sub textos, não há entrelinhas. Direto, objetivo, correto.

  • Ruth Arruda 14 Janeiro, 2016   Reply →

    Parabens pelas palavras…. vida politica impecavel e isso relfete a base familiar que nem todos tiveram….
    Vou aqui com poucas palavras dizer a primeira impressao que tive do tal Pre -Sal ..
    Era o ano de 2004 mais ou menos estava eu lecionando na Escola do Estado quando a diretora veio a minha classe perguntar se eu poderia ceder um espaços pra esses jovens ..obviamente que abri espaço da aula..mas pensei que fosse alguma propaganda de escola de idiomas ou algo parecido muito comum nas escolas… Entretando me pego dando espaço a alguns jovens que deveriam ser od grupo jovem PT …. todos animados ,,pareciam que estavam alucinados pois a alegria era imensa….bom….era o mais novo achado do pais ..o mais novo ouro daquela momento Pre-Sal….
    Era uma divulgação do Governo Federal Lula naquela momento e faziam com que os meninos fizessem um novo curso que estaria a disposição deles ..um curso tecnico focado no Pre-Sal …
    Naquele momento eu entao quieta no meu canto ..pensava Meu Deus…quanto nao esta saindo esse show pelo Brasil afora? Tem caroço nesse angu….Nao ta cheirando muito bem esse tal de Pre -Sal e ja conhecendo o Lual de longa data ..pensei.. Lula nao da um ponto sem no….Ai tem…..
    Estava ali , como falei no meu cantinho observando aquilo tudo….espetaculo mambembe ..nada contra a tal comparação mas ..era muito pra minah cabeça ..ou substimar minah inteligencia era demais….Passados quase 10 anos..estava eu errada???? Prof Ruth Arruda Itu SP

  • Ismar Dias Ferreira 17 Janeiro, 2016   Reply →

    Penso que só uma COMISSÃO DA VERDADE poderá um dia revelar ao Brasil toda a extensão dos estragos – políticos, morais, econômicos e institucionais – produzidos por esses 13 anos de lulopetismo e passar a limpo todos os horrores destes tempos nada republicanos por que passamos …

  • João Luiz Saracchini 22 Janeiro, 2016   Reply →

    Eu incluo nessa perda a destruição do corpo de funcionários, tanto o conhecimento técnico contido neles assim como o respeito pela empresa que os emprega e os faz serem eficientes.
    A imoralidade de uma diretoria vai contaminando toda estrutura, desmotivando os profissionais e dando espaço para os malandros de plantão injetados pela “politicalheira”. Transformando um patrimônio material e de conhecimento em mais uma sucata que apenas mina a arrecadação pública. É a destruição do patrimônio material e humano e que se espalha pelo país.

    Esse espalhamento é sutil e traiçoeiro, mas olhando os acontecimentos a luz da história politica e social dos últimos 80 anos, vemos traços de regimes, que foram esperança de povos no passado, mas se mostraram ineficientes e estão falidos. Assistimos nestes dias recentes um governo municipal ditando regras para conversa de taxista e em oposição um governo municipal junto com o estadual, reféns de “manifestantes” que paralisam cidades em horário de maior movimento para reivindicar direitos através da violência ao direito de outros cidadãos. São manifestações como de um filho que não gosta da comida da mãe e reclama dando uma surra no irmão. Quando um irmão surra outro irmão, seja lá qual for o motivo, se a mãe é educadora, protege o agredido e castiga o agressor, se a mãe é “ignorante”, todos farão parte mais um caso policial não resolvido, serão apenas noticia no jornal da noite e a injustiça crescerá sem barreiras.

    A primeira vista é louvável a negociação do comandante da Policia Militar com os manifestantes, exercício do dialogo e respeito, porém foram mais de três horas com milhões de cidadãos prejudicados e que terminou em pancadaria. Depois que o povo está na rua errada, na hora errada e do jeito errado, não tem volta.

    Falta uma ação preventiva através de declaração conjunta dos poderes municipais e estaduais informando e educando o povo que não viveu a barbárie de ditaduras de que temos um Vale do Anhangabaú reurbanizado para ser o espaço para manifestações como foi nas “Diretas Já”, temos a praça do povo no Ibirapuera, temos o sambódromo, etc. e que podem ser utilizados para manifestação. Que elas devem ser organizadas com base em leis já estabelecidas comunicando com a antecedência adequada, não sendo um Facebook e redes sociais os meios próprios para isso. Que a antecedência é para alertar quem não quer participar para ficar longe, quem quer participar que se programe para ir e que as autoridades se organizem para dar o devido atendimento a todos, para quem vai e para quem não vai. que tudo ocorra em “paz” e em “ordem”.
    Também que elas ocorram em dias e horários que todos simpatizantes possam estar presentes, como em sábados e domingos e que consequentemente não irá prejudicar os não simpatizantes. E que, não sendo cumprido o estabelecido em leis, eles governantes cumpriram, se antecipando e coibindo através de todos recursos disponíveis para tal.

    Cadê a “pátria educadora”, que usa os erros e acertos do passado para promover a “Ordem e o Progresso” de agora e do futuro “conduzindo e não se deixando conduzir”. Que educação estamos promovendo para esses jovens cidadãos que querem melhorar o Brasil, mas são abandonados a mercê de sua inexperiência, ou pior, de manipuladores e terminam em uma delegacia de policia. Dai boa coisa não teremos para ninguém.

    É hora de aplicar o que está escrito em nossas bandeiras e traduzindo o da Cidade de São Paulo: Non dvcor Dvco: Não sou conduzido, conduzo.
    Senhores Governador e Prefeito é hora de mostrar que governam e que não são governados.

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