João Predador

O Predador, do cinema: apetite voraz e muita pirotecnia

 

Candidato a prefeito de São Paulo, João Doria se apresentou como o empresário realizador, um gestor de altíssima competência, um trabalhador incansável, um antipetista radical que desprezava os políticos por eles serem fisiológicos e corruptos.

Resumiu em uma frase:  não sou um político, sou um gestor.

Foi vitorioso nas urnas.

Sentou-se na cadeira de prefeito em 1º de janeiro de 2017, mas até hoje não assumiu o papel de prefeito.  Durante um ano foi um pretenso candidato à Presidência da República e, há poucos meses, sem conseguir avançar nas suas ambições presidenciais – por enquanto – iniciou uma caminhada para ser candidato a governador do Estado de São Paulo.

A única coisa que não lhe agrada, que repele, é ser prefeito desta magnífica cidade.  É pouco para o tamanho de seu ego.

Sua competência ainda não foi demonstrada, sua administração (?) é um fracasso. Nem mesmo seu desprezo a políticos corruptos e fisiológicos é verdadeiro.  Usa-os, sem quaisquer escrúpulos, para atingir seus objetivos. O marketing é seu instrumento mais precioso.

Está numa atividade febril, não como prefeito, mas como candidato, seja a governador, ou seja a presidente, se ainda a oportunidade se lhe apresentar.  Acaba de vencer uma disputa no diretório regional do partido, com os mesmos métodos que fazem parte da sua natureza, e vai disputar prévias da mesma maneira que elas lhe possibilitaram a legenda de candidato a prefeito.

Renuncia ao mandato de prefeito até 7 de abril próximo.

E não tenham dúvidas: se vencer a disputa eleitoral de governador será, no dia seguinte, candidato a presidente.  Assim como não quis ser prefeito, foi apenas um degrau para ser transposto no menor tempo possível, assim será se for governador.

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