É preciso ser otimista, não se pode viver de outra maneira, não é?

 

Estava terminando a leitura de um livro, “Irmãos”, de um autor americano, que procura desvendar a história dos Kennedy – John, o presidente assassinado, e Robert, seu irmão, que fora o procurador geral do governo dos EUA, depois senador e candidato nas primárias para a indicação para disputar a presidência quando foi também assassinado – e anotei, ao final, duas frases que Robert disse durante uma entrevista a um programa de TV.

A primeira foi ao responder por que ele ainda estava na arena política diante das circunstâncias tão terríveis de ter assistido ao assassinato do irmão sem que até então – e mesmo até agora – o mesmo tivesse sido solucionado e diante da podridão moral em que se encontrava o país que se envolvia em guerras absurdas que consumiam milhares de vidas.  Robert disse que não era um sacrifício. “As pessoas mais infelizes do mundo são aquelas preocupadas apenas consigo mesmas”, disse.

A segunda quando o entrevistador perguntava se ele era um otimista.  Anuiu com a cabeça e disse: “Apenas porque não se pode viver de outra maneira, não é?”

Foram duas frases de um homem de caráter, sério, preocupado com o ser humano e com o seu país.

Logo em seguida me dediquei à leitura dos jornais do dia e me deparei com uma declaração do nosso Lula, no Acre, em que ele falava de patriotismo dizendo só ter visto as pessoas cantarem o hino estadual com fervor no Acre e no Rio Grande do Sul, e saiu-se com essa: “Pergunte ao governador de São Paulo se ele sabe cantar o hino de São Paulo que ele não sabe”.  Uma provocação gratuita fazendo aquilo que ele sabe – e só isso – fazer.

Nada tem a ver uma coisa com outra mas algo me fez retornar à leitura daquelas declarações de Robert Kennedy em sua entrevista.  Mas que diferença!  A pequenez do intelecto de um Lula em confronto com o senador assassinado.  Que tristeza.  O que o Lula vai deixar na nossa história como valores a serem seguidos pelas novas gerações?  Alguém ainda consegue vê-lo preocupado com algo que não seja ele mesmo?

Mas, é preciso ser otimista, não se pode viver de outra maneira, não é?

You may also like

5 comments

  • Jaques Goldstajn 24 agosto, 2013   Reply →

    Pequenês fala com pequenês. Os que se julgam maiores falam com quem? Saber falar com o povão trará benefícios parfa todos. Chega de conversa mole: agora o brasileiro está sendo invadido por mercenários cubanos, argentinos, etc. O PT continua implantando seu progrom.

    • Arnaldo Lev 24 agosto, 2013   Reply →

      Nunca ouvi falar que Robert Kenedy tenha um instituto com o nome dele. Talvez, depois de seu falecimento tenha um monumento. Então, como é que pode um cretino como o lula, ter em vida, um instituto com seu nome????

  • roxana maria filetti 24 agosto, 2013   Reply →

    Alberto Goldman, eu, desde ontem, estava mais pessimista em relação ao Brasil e com a sensação de que, a cada dia, a cada notícia – agora esta dos médicos cubanos, autênticos escravos, reféns de egoísmos sem precedentes – eu só poderia caminha a um pessimismo ainda maior. Desconsolo, desolação. Hoje mesmo mencionei aqui no facebook que durante o governo FHC (todos falavam desses anos) vivíamos um governo com muitos defeitos, mas digno.E governos devem ser dignos! Governos precisam ser dignos. E depois, ao ler seu texto, recuperei parte de meu ordinário otimismo (em minha família sou a otimista da ponta da fila). Penso assim, agi assim a vida toda, precismo retomar minha vocação. Mas que deu azia ouvir Lula dizer que o governador Alckmin não sabe cantar o hino, deu. Melhor que pessimismo, no entanto.

  • Eliane Sevi 25 agosto, 2013   Reply →

    A soluçao è se fazer um referendum popular e dividir o Brasil em dois mandando o Lula reinar là no Norte e Nordeste onde ele è maioria e ficamos nos no Sul e Sudeste !!! Duvido que ele aceite !!!! Pois nao iria ter dinheiro solto para suas mamatas politicas para ele mesmo e, para sua familia !!!! Bon Courage Mestre Goldman !!!!

  • benedito luiz costa 25 agosto, 2013   Reply →

    Caro Goldman. Gente medíocre existe por toda parte. Gente mesquinha, também. Gente mesquinha e pequena chegar à presidência da república já é algo inusitado. Ser reeleito, então, é incompreensível. E estar entre os mais cotados nas pesquisas para as próximas eleições é…não sei o que é! Mas, convenhamos, é difícil ser otimista neste nosso país.

Leave a comment