Cotas raciais, um enorme retrocesso.

Sou contra a criação de reservas de vagas ( cotas )  para o preenchimento de vagas em Universidades.  Aliás contra qualquer reserva que privilegie quem quer que seja, por qualquer razão.  Mas sou a favor de que pessoas que, por qualquer razão, tenham  menos chance que outras para atingirem determinados empregos, ou para preencherem vagas nas Universidades, tenham cursos especiais para que possam ter igualdade de oportunidades.  Mas sempre o critério de seleção e ascenção deve ser a qualificação individual, já que não se educa e forma alguém apenas para lhe dar um emprego melhor, mas para prepará-lo melhor para servir a sociedade na sua totalidade.  As Universidades não podem estar a serviço do indivíduo, mas de todos os cidadãos.  Assim se fortalece o processo democrático e a igualdade de direitos.

Durante meus mandatos federais enfrentei essa questão diversas vezes.  Cheguei a ser agredido por manifestantes em discussões nas comissões da Câmara dos Deputados. Transitaram diversos projetos, inclusive procurando reservar espaços de negros e pardos em qualquer manifestação cultural.  Até em novelas de TV.

Agora um projeto de lei foi aprovado pelo Congresso.  Estabeleceram-se que nas Universidades e Escolas Técnicas federais, 50% das vagas devem ser destinadas a egressos da escola pública e neles deve haver cotas raciais, para negros, pardos e indígenas.

Ainda se fosse apenas para os egressos de escolas públicas, o mal seria menor.  Mas cotas raciais, são inconcebíveis como instrumento de inclusão.  Demagogia pura, irresponsabilidade de representantes populares que não vêm outra coisa se não as eleições vindouras.  E do governo que os respalda.  Para se eliminar um preconceito histórico em relação aos negros se estabelece um privilégio que os torna mais competitivos que os brancos, ainda que esses possam ser mais pobres e excluídos que aqueles.

Um enorme retrocesso.

 

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