Congresso, Dilma, Justiça, Haddad, tem um pouco pra cada um

 

NACIONAIS 

–O Congresso está para aprovar o chamado orçamento impositivo, na realidade uma forma de se obrigar o Executivo a pagar as emendas que os parlamentares fazem no orçamento para atender as suas bases eleitorais.   Um absurdo: se as receitas obtidas pelo governo não são “impositivas”, isto é, não se tem certeza de que a receita prevista seja efetivada, como estabelecer que as despesas sejam obrigatórias?  Um contra-senso.

–O governo federal quer cotas raciais para concursos públicos.   Cidadãos com formação profissional idêntica, registros profissionais idênticos, serão diferenciados na hora do concurso público pela cor da pele.  Essa é de doer.

–O governo da Venezuela está em palpos de aranha.  Falta tudo no país e haverá eleições no início de Dezembro.  Vai daí que a Dilma quer dar uma ajudazinha e mandou o Banco do Brasil emprestar dinheiro para o Banco estatal da Venezuela que será devolvido em suaves prestações.  Ok, estamos nadando em dinheiro….

–Um Juiz federal aceitou a denúncia do Ministério Público contra o Amaury Ribeiro Jr, o jornalista que cometeu vários crimes contra a honra de José Serra e sua família, inclusive escreveu um livro difamatório.   Agora é réu.

LOCAIS

–O Haddad quis dar uma de esperto.  Antes de receber a notificação do Tribunal sobre a concessão da liminar para suspender a sanção da lei de aumento do IPTU, passou o chamegão, dando uma rasteira na Justiça.  Mas o Juiz, que não é tonto, imediatamente estendeu a liminar à proibição de execução da lei.  Agora o espertinho vai ter de recorrer ao Tribunal de Justiça.

–O mesmo espertinho afastou, de imediato e sem direito à defesa, a auditora da Prefeitura que contou ter ouvido de outro auditor que havia uma colaboração em dinheiro, fruto da turma da fiscalização que recebeu as propinas, ao secretário de Governo Antonio Donato, afirmando que a auditora também fazia parte da quadrilha.  Mas ato contínuo o promotor que investiga o caso declarou que essa auditora sempre foi e está sendo tratada como testemunha, não existindo qualquer acusação formal, qualquer fato imputado a ela que a coloque como investigada.   Fica mal, não é Fernandinho?

 

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2 comments

  • Francisco Berta Canibal 7 novembro, 2013   Reply →

    esta do dinheirinho para a Venezuela, é por certo mais uma grande negociata………………………………….até quando a Nação Brasileira aceitará estas bandalheiras, basta.

  • Alfredo 8 novembro, 2013   Reply →

    Goldman,

    Vou seguir o seu modelo: vamos por partes !

    – Orçamento impositivo: concordo que não é a melhor coisa mas tambem não se pode manter as coisas do jeito que estáo. Os parlamentares são representantes eleitos em especial com a missão de fiscalizar o governo (mesmo que se recusem terminantemente a fazê-lo), propor e aprovar leis ( se restringem apenas a aprovar, incondicionalmente, as propostas do Executivo) e, finalmente, articular a execução de obras de interesse de seus colégios eleitorais. Neste último caso também são impedidos uma vez que o Executivo libera recursos apenas para aqueles que integram a base alugada. Ora, nessas circunstâncias, parece que o Orçamento impositivo restou como alternativa única para que os eleitos pelo menos finjam que estão exercendo minimamente a representação.

    – cotas: é a prova numero um de que a Constituição precisa urgentemente se reparada. O “todos são iguais perante a lei” deveria ser emendado para “todos são iguais perante a lei exceto quando o governo, por razões ideológicas entender o contrário”. Mas, enquanto isso não ocorre, penso que o melhor remendo seria redistribuir os benefícios em proporção direta à participação de cada grupo/subgrupo na população brasileira. Assim, aos negros que são 7% da população seria destinado o mesmo percentual tanto de vagas em universidades quanto de empregos públicos. Como “pau que dá em chico tambem dá em Francisco” cada grupo/subgrupo não poderia se beneficiar das cotas dos demais.

    Concordo com sua opinião em todos os demais aspectos.

    Alfredo.

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