Candidatos desvairados: Ciro e Bolsonaro

O Brasil está parando mais uma vez. Alguns meses de crescimento modesto e as perspectivas para esse ano já começam a ser pessimistas. Triste sina a nossa.

Dentre os candidatos que já aparecem no cenário além do prisioneiro Lula que não deve passar pela Justiça Eleitoral – e o PT sem saber para onde vai – se destacam dois desvairados: Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Os demais ainda tateando no escuro.

Ciro acaba de dar uma entrevista. Sem qualquer compromisso sério com o país, alucinado pela ambição de poder, mostrando as suas melhores características de desequilíbrio, diz que pretende estabelecer um limite para o pagamento da dívida que a União tem com seus financiadores, as pessoas físicas e jurídicas que compraram os títulos da dívida pública. Vale dizer vai dar o calote e anuncia que vai fazê-lo, no tamanho que assim decidir.

Ciro, anos depois, me faz sentir o cheiro de Fernando Collor. Na sua lógica demagógica ele acha que as despesas do governo, todos os seus gastos, não podem ser comprimidos em nome do interesse dos financiadores do pagamento da dívida. Parece bacana, justo. Mas é falso.

Desde já aqueles que emprestam para o governo vão começar a evitar os títulos da dívida pública e aplicar em quaisquer outros investimentos, ações, moeda estrangeira, e a mais diversa gama de oportunidades que têm. Os juros no mercado vão subir, automaticamente e o governo terá mais dificuldades em rolar sua dívida. Aí sim, terá de comprimir essa dívida, na marra, isto é, dar o calote, e não terá recursos para outras despesas, como os investimentos. Para o candidato não interessa, o que interessa é parecer como o que enfrenta os malditos possuidores de recursos disponíveis. Interessam os votos.

Bolsonaro é o outro desvairado. Diz que “propriedade privada é sagrada. Invadiu, é chumbo.” Sem mais, é a lei da selva, sem Justiça, sem Judiciário. Na marra, também. Um milico que quer fazer mais que a ditadura já fez.

Somem os dois ao petismo, às vezes com o mesmo discurso, e temos os ingredientes de uma grande crise no horizonte. É verdade que a intenção de voto deles todos, no momento, não chega a 50%. Mas é preocupante se não soubermos unificar as forças democráticas, reformistas e progressistas. Podemos, se não tivermos juízo, chegar àquela situação da polarização entre Collor e Lula. Cabe a nós, as forças patrióticas da sociedade, impedir que o desastre se repita.

You may also like

Leave a comment

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.