Agosto chegou

 

 

Chegou agosto e, com ele, o impedimento definitivo de Dilma Rousseff e de Eduardo Cunha.  Ficaremos livres dessas duas figuras nefastas, e do PT, que conduziram o país à mais grave crise econômica de sua história.  Felizmente, vivendo em um país democrático, onde as instituições vêm se consolidando após a Constituinte de 1988, vamos encontrando e usando os meios que a nossa Democracia nos oferece.

Michel Temer assume a presidência da República e Rodrigo Maia a presidência da Câmara dos Deputados.  Temer é um político de larga experiência mas tem um grau de legitimidade escasso e ascende ao cargo no bojo de uma crise política em que os partidos políticos estão no mais baixo nível de aceitação popular, após a ruina do PT e o desgaste do PSDB.  Rodrigo Maia, político em início de ascensão, assume após o afastamento de Eduardo Cunha, também no bojo da maior crise vivida pelo Legislativo.

Vamos ter de conviver com o desastre deixado pela administração petista e reconstruir as bases da economia para a retomada do crescimento, e buscar reformular pelo menos algumas regras do sistema político/eleitoral para que se possa almejar uma vida mais saudável de nossas instituições.

Nada de grandes expectativas e grandes esperanças.  Na economia a volta de algum otimismo pode nos tirar dessa recessão inédita no Brasil e com algumas das reformas políticas desejáveis podemos esperar um futuro de maior legitimidade de nossas instituições.  É o melhor que podemos fazer ao menos para chegar às eleições de 2018.

O exemplo da gravidade do que ocorre com os partidos e as eleições pode-se aferir nas convenções partidárias que se deram na última semana para a escolha dos candidatos à prefeito e vereadores em São Paulo.   O PT mantém como seu candidato o atual prefeito que tem uma das maiores rejeições da história e coloca como seu vice alguém que está longe de ser acima de qualquer suspeita.  O PSDB apresenta como candidato um cidadão que insiste em afirmar que é empresário, não político, lançando sobre seus ilustres companheiros de partido, inclusive personalidades de respeito e alto prestígio – um ex-presidente da república, governadores e ex-governadores, senadores e deputados –  a desconfiança sobre sua atuação no história brasileira.  Para esse indivíduo vale tudo desde que seus interesses eleitorais sejam satisfeitos.

A coligação montada em torno do candidato do PSDB tem como liga apenas possíveis interesses monetários e/ou de ocupação de cargos no governo estadual.  Nenhuma relação com ideologias ou programa de governo municipal.  Um toma cá, dá lá, que envergonha a todos que durante décadas lutam por um processo político saudável.

Como se pode observar o futuro é imprevisível e preocupa.  Mas esse é o jogo que a realidade nos impõe.  Fugir dela seria deixar de fazer valer os sacrifícios que foram feitos por milhares de patriotas para que pudéssemos superar a ditadura e reconstruir a vida democrática

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