A empulhação da Dilma

O presidente do PSDB, Sergio Guerra, cumprimentou a presidente Dilma pelo pacote de privatizações que lançou.  Não devia.  Não há por que.  Primeiro porque ela fez questão de dizer que não era privatização, uma tentativa de empulhação da opinião pública.  Concessão nada mais é que a privatização da construção, manutenção e operação, no caso, das rodovias e ferrovias.  Claro que não se privatiza nem estradas de rodagem, nem estradas de ferro, nem nenhum item da infra estrutura do país que será, sempre, propriedade do poder publico, vale dizer, da sociedade.  Mas ao entregar essa infra estrutura`ao capital privado para explorá-la, está privatizando o que pode ser privatizado.  Em segundo lugar essa privatização da Dilma é muito mal feita.  Vou explicar.

No caso das rodovias, se mantém o mesmo critério adotado para a Fernão Dias e para a Regis Bittencourt, ou seja, a licitação é pelo menor preço do pedágio com o mínimo de obras para modernizar e colocar em ordem as rodovias.  O resultado é um baixo investimento das concessionárias e uma insuficiente realização de obras necessárias.  No caso das ferrovias é uma privatização dos lucros e uma socialização dos prejuízos pois as empresas concessionárias terão o financiamento do BNDES no limite de 80% dos custos das obras e terão a demanda garantida através de um curioso processo:  a VALEC comprará 100% dos fretes das cargas que puderem ser transportadas e venderá o que puder para os transportadores.  O que não puder vender será bancado pela estatal.  Um subsídio inconcebível.  Assim o capital privado não terá qualquer risco.  Assim que não quer ser concessionário?

 

 

 

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